Em um mês, casos de Covid-19 em presídios cresce 134% no País
Redação DM
Publicado em 3 de agosto de 2020 às 13:29 | Atualizado há 6 anos
O número de casos confirmados de Covid-19 em presos no Brasil aumentou 134% entre 28 de junho e 27 de julho. No mesmo período, os diagnósticos confirmados da doença na população em geral aumentaram 82%. Os dados são do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, englobam detentos dos regimes fechado, aberto e semiaberto.
Entidade que monitora o avanço da Covid-19 nos presídios, afirma que os dados do Depen são defasados e subestimados. O crescimento aconteceu em meio ao aumento na testagem, que subiu 136% no mesmo período, apesar de o total de testes aplicados representar pouco mais de 4% da população carcerária do país. O número de mortes aumentou 22%, subindo de 59 para 72.
O Depen lançou há alguns meses, uma plataforma online com dados atualizados sobre a Covid-19 nos presídios. A ferramenta, porém, não permite consultas retroativas. Por isso, a reportagem pediu ao Depen que liberasse dados referentes ao intervalo de um mês. O período informado foi entre 28 de junho e 27 de julho.
Número de infectados com Covid-19 em presídios no Brasil teria saltado 82%
Segundo informações do órgão, havia 10.471 casos confirmados da doença nos presídios de todo o Brasil, no dia 27 de julho, contra 4.473, no dia 28 de junho — um crescimento 134%. No mesmo período, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o EXTRA faz parte, o número de casos confirmados em todo o Brasil (dentro e fora de presídios) aumentou 82%, saltando de 1,34 milhão de casos no dia 28 de junho para 2,44 milhões de casos em 27 de julho.
Em relação ao número de testes feitos no sistema penitenciário, ele saiu de 13.057 no dia 28 junho para 30.838 no dia 27 de julho, alta de 136%. Mesmo com o aumento na testagem, esse número representa apenas 4,1% do total da população carcerária brasileira, estimada em 748.009 pelo Depen
O Depen, por sua vez, diz que apenas compila os dados repassados pelos governos estaduais e soma com os dados do sistema penitenciário federal. Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do estado de São Paulo rebateu as críticas e disse que a política adotada pelo governo paulista é de testagem em massa de presos e funcionários do sistema carcerário do estado.
Com informações do IG