Cotidiano

Governo catalão fecha cidades até metade de janeiro para conter covid-19

Redação DM

Publicado em 11 de janeiro de 2021 às 13:11 | Atualizado há 5 anos

Foto: Kaspars Upmanis-Unsplash

O Governo catalão decidiu reforçar as medidas para travar a pandemia, tendo em conta a evolução negativa dos dados. Até o dia 17 de janeiro, a mobilidade entre os municípios da região ficará restrita, exceto por motivos de trabalho, educação ou saúde. O Governo também impõe o encerramento de centros comerciais e ginásios, sendo que aos fins-de-semana poderão abrir apenas lojas essenciais. 

As medidas surgem após o pedido feito pela comunidade científica para conter a segunda onda da pandemia do novo coronavírus. A situação também assola o Brasil, que sequer começou uma campanha de vacinação. Diversos jornais e veículos de imprensa, como o folhago.com.br, acompanham a situação da covid-19 no país

A Catalunha mobilizou novas restrições após a relativa trégua concedida aos setores econômicos durante o período de Natal e Ano Novo. Neste tempo, a evolução da pandemia tem piorado constantemente, e médicos e epidemiologistas lançaram apelos de alerta para que restrições mais duras sejam impostas. 

A restrição terá um impacto muito direto na temporada de vendas que geralmente começa logo após o Dia dos Três Reis, em meados de janeiro. As atividades culturais continuarão a ser reduzidas a uma capacidade de 50% e os restaurantes continuarão impossibilitados de abrir depois do café da manhã e do almoço. As escolas retomarão as atividades conforme planejado, no dia 11, mas as atividades extracurriculares serão canceladas.

Até agora, na Catalunha havia restrições de mobilidade municipal nos fins de semana e regionais de segunda a quinta-feira. As medidas foram relaxadas durante o Natal, já que era permitida a livre circulação de toda a comunidade para visitar parentes ou mesmo passear, caso houvesse reserva de hotel. Apenas os movimentos de ida e volta para as regiões de Cerdanya e Ripollès foram restringidos

A ministra da Saúde, Alba Vergés, admitiu que o esforço para conter a pandemia nas últimas semanas não foi suficiente e frisou que se tem procurado um equilíbrio com os setores econômicos, “que sofreram muito e precisam de ser dados ar”.

As novas medidas não servirão para reduzir a epidemia, mas para detê-la. “Não é o que queremos, porque sabemos que isso vai travar o crescimento. Mas não temos a capacidade financeira de países mais ricos, como a Alemanha”, disse o secretário-geral de Saúde Pública da Generalitat, Josep Maria Argimon, que cita com frequência a incapacidade financeira da Catalunha para conceder ajuda econômica aos setores afetados pela pandemia.

Com uma taxa de transmissão do vírus (Rt) de 1,27 (o que significa que cada 100 positivos infectam 127 pessoas), um alto risco de crescimento e uma incidência cumulativa nos últimos 14 dias de mais de 400 casos por 100.000 habitantes, a Catalunha começa a notar os efeitos de uma terceira onda.

No início do período natalino, eram 14,5 mil novos casos de coronavírus por semana e a estimativa é que já chegue a 18 mil. Nos últimos 15 dias, as internações hospitalares aumentaram 27% e na UTI 20%.

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