Brasil

A felicidade está nas coisas mais simples dessa vida

Redação DM

Publicado em 2 de maio de 2022 às 11:55 | Atualizado há 4 anos

Até quando a injustiça trilhará o caminho da impunidade na terra de Pindorama? A modernidade foi engolida na madrugada inesperada da Pós-modernidade. A humanidade perdeu a sua essência pelo simulacro de uma aparência que desaparece a cada nova notícia. A política, que é arte de praticar o bem comum na Cidade, tornou-se no jogo enlameado do “Toma lá, Dá cá”, e, infelizmente, uma grande maioria dos nossos representantes foram ludibriados pelo “canto da Sereia” que os levaram a ser submergidos nos mares fétidos da corrupção, enquanto isso, a sociedade vive à mercê das suas mazelas sociais que aumentam assustadoramente, sob o olhar omisso de uma Carta Magna.

Ainda resta-nos o sonho, utopia marxista criticada por muitos? Mola propulsora que nos impulsionam a continuar caminhando ainda que o caminho seja de pedras ou de espinhos? Esperança que se alcança o alvo na espera de um amadurecimento capaz de mudar o nosso destino? O eterno Mestre da Galiléia disse: “No mundo tereis aflições, tende bom ânimo, eu venci o mundo”. João 16, 33. Mas também nos disse: “Deixo-vos a minha paz”( João 14,27) a paz da qual Jesus nos falou é aquela que independe das nossas circunstâncias, é aquela paz que ás vezes estamos chorando por fora mas sorrindo por dentro, é a paz que não se compra com o vil metal que é capaz de comprar inúmeros bens materiais mas que não compra um dos maiores bens da humanidade: a paz de espírito.

Um moço indagou a um sábio: – Mestre, onde encontrar a felicidade? O mestre lhe disse: – Volta pelo mesmo caminho que você veio mas observe com atenção tudo aquilo que estiver nesse caminho. O moço fez o caminho de volta mais devagar e atentando para cada detalhe da sua caminhada, primeiramente, deparou com um belo riacho de águas cristalinas, sentou-se á beira da água, fechou os seus olhos e deixou que o barulho das águas penetrasse em sua alma, enchendo-o de muita paz e de felicidade.

Prosseguindo na sua caminhada, passou em um lugar onde havia flores silvestres de várias cores e sobre essas flores lindas borboletas voavam, o coração daquele rapaz encheu-se novamente de calma e de felicidade. Continuando na sua caminhada, o rapaz deparou com um casebre de pau a pique, no alto de um pequeno morro, nele habitava um ancião que estava dormindo em uma rede, ao seu lado dormia também um cão perdigueiro, no quintal daquele casebre, havia uma bica de água que jorrava pelo quintal. O sono daquele ancião era despertado de vez em quando, pelo cantar de um galo carijó. Aquele moço desejou muito morar naquele casebre e desfrutar daquela mesma paz e felicidade que aquele Senhor desfrutava. A Felicidade está nas coisas mais simples dessa vida.

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