Recursos hídricos sofrem com poluição e desperdício
Redação DM
Publicado em 22 de março de 2022 às 13:27 | Atualizado há 4 anos
Hoje é celebrado o Dia Mundial da Água, data instituída pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de conscientizar a comunidade internacional sobre questões essenciais que envolvem os recursos hídricos. O uso responsável da água deveria ser um propósito geral. Há o forte registro, ainda, de poluição dos rios ocasionado pelos próprios centros urbanos, através das redes de esgotos.
O desperdício de água tratada ainda se faz presente nas cidades brasileiras e em Goiânia é uma realidade. Os exemplos, lavação de calçadas com esguicho contínuo de água, torneiras, canos, conexões, válvulas, caixas d’água, reservatórios, tubos ou mangueiras, lava-jatos, entre outros. Segundo a Saneago, há casos de encanamentos subterrâneos invisíveis onde a água jorra solta.
O Brasil desperdiça 39,2% de toda a água potável que é captada. Isso significa que a água não chega ao seu destino final: as residências dos brasileiros. Essa quantidade desperdiçada seria suficiente para abastecer mais de 63 milhões de brasileiros em um ano. A análise feita pelo Instituto Trata Brasil ainda estima que se o País reduzisse as perdas de água poderia ter um benefício líquido de mais de R$ 27 milhões em 15 anos — até 2034.
Mas, há iniciativas empresariais que adotam o consumo consciente e a gestão sustentável da água como valores atrelados às práticas e à cultura organizacional. O sistema de gotejo, a exemplo de Israel, é implantado nos estados produtores de grãos como Goiás.
Exemplo disso é a fertirrigação, um dos métodos mais eficientes no uso sustentável dos recursos hídricos e na economia de água. Unidades fabris também realizam o tratamento biológico dos resíduos líquidos gerados no processo produtivo e nas demais atividades da planta e utilizam 100% desse efluente tratado para a fertirrigação das lavouras da fazenda Água Santa, em Minas.
Outra importante ação é a reutilização de 90% da água utilizada no processo de lavagem da batata in natura, além de tratar os 10% restantes. Além disso, dentro do próprio processo produtivo da companhia da Bem Brasil, há equipamentos que consomem menos as fontes naturais e possibilitam a recirculação em algumas fases.
“Os investimentos e a busca por inovação no setor ambiental são permanentes na Bem Brasil e temos resultados eficientes já comprovados. Acreditamos que, para crescermos e nos mantermos prósperos, é preciso respeitar todo o ecossistema”, ressalta a gerente, Isabela Navarro.
Há empresas, por sua vez, que acompanham e dão suporte em outros modelos ambientais, montagem e assistência técnica, e ainda realizam o fornecimento de produtos elétricos, hidráulicos e peças de reposição para pivô. “A irrigação tem uma importância imensa, na economia, não só em nossa região, mas também em todo o estado, já que o agronegócio tanto em Santa Catarina quanto no Rio Grande Do Sul, é responsável por mais de 30% do faturamento e a irrigação é fundamental por dar segurança para o produtor”, diz Marcus Vinícius Quadros.
Ainda de acordo com o especialista, houve nas últimas safras maior procura por pivôs de irrigação. Isso se atribui a dois motivos: o primeiro é que há uma maior conscientização por parte dos agricultores que a lavoura se tornou um grande negócio, e como tal precisa ser administrada como uma empresa, tendo metas e parâmetros. O segundo fator é a falta de chuva.